Tony Blair defende segundo referendo sobre o Brexit

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair pediu aos deputados britânicos que rejeitem qualquer acordo do Brexit proposto ao Parlamento e defendam a realização de um segundo referendo sobre a saída definitiva do país da União Europeia. Com grande oposição em seu próprio partido, a primeira-ministra, Theresa May, mantém a negociação com Bruxelas de um acordo, a ser adotado a partir de 29 de março do ano que vem.
Cerca de 700 mil pessoas se manifestaram na semana passada em Londres para pedir um referendo sobre os termos do Brexit. O governo rejeita a proposta. O jornal The Sunday Times publicou neste domingo que primeira-ministra chegou a um acordo “secreto” com Bruxelas sobre a fronteira irlandesa e a futura relação econômica entre o Reino Unido e a União Europeia. O acordo será apresentado por May a seu gabinete na próxima terça-feira.
Em artigo publicado neste domingo no jornal The Observer, Blair afirma que “não há nenhum acordo razoável” e que May só será capaz de apresentar ao Parlamento uma proposta para adiar temas fundamentais, como é o caso da questão do comércio e da circulacão de pessoas entre a Irlanda do Norte, que é parte do Reino Unido, e a Irlanda. Por essa razão, Blair aconselha os parlamentares que o descartem e impulsionem uma segunda votação popular.
Blair adverte que a primeira-ministra tentará persuadir o Parlamento a apoiar seu pacto para “acabar com a incerteza” e evitar a ausência de um acordo com a União Europeia (UE) no próximo dia 29 de março. Ele insiste que qualquer pacto será pior do que a situação atual.
O ex-primeiro-ministro considera que “não há resposta” à questão da fronteira irlandesa, o ponto mais sensível em negociação com Bruxelas. A base de apoio de May no Parlamento, o Partido Conservador, exige uma fronteira dura, que certamente prejudicará o processo de paz iniciado em abril de 1998.
De acordo com Blair, o Reino Unido só tem duas opções: chegar a um acordo comercial com a União Europeia, que os conservadores rejeitam, e manter uma equivalência legislativa para evitar o “prejuízo econômico”. Isso seria “absurdo”. Mas abrir mão de um acordo comercial, mesmo com prejuízos, seria “doloroso”.
Com Veja e EFE

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