Secretário-geral da ONU nomeia diplomata norueguês como novo enviado para a Síria

Recém-nomeado enviado especial para a Síria, Geir O. Pedersen, durante entrevista a jornalistas na sede da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Recém-nomeado enviado especial para a Síria, Geir O. Pedersen, durante entrevista a jornalistas na sede da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou no fim de outubro (31) o diplomata norueguês Geir O. Pedersen como seu próximo enviado especial para a Síria.

Pedersen sucede Staffan de Mistura, que anunciou mais cedo neste mês que iria deixar o cargo no final de novembro, após servir durante mais de quatro anos como principal enviado do chefe da ONU para o país devastado pela guerra.

De acordo com comunicado emitido pelo escritório do secretário-geral, Pedersen “leva à posição décadas de experiência política e diplomática”, tendo trabalhado tanto em governo quanto na ONU, incluindo como embaixador da Noruega para a China desde o ano passado e como representante permanente para a ONU por cinco anos, desde 2012.

Na ONU, Pedersen trabalhou como coordenador especial para o Líbano entre 2007 e 2008 e, antes disso, como representante pessoal do secretário-geral para o sul do Líbano. Ele também foi diretor da Divisão Ásia-Pacífico no Departamento de Assuntos Políticos.

Nascido em Oslo, em 28 de setembro de 1955, ele é casado e tem cinco filhos. O chefe da ONU também expressou sua “mais profunda gratidão” a Staffan de Mistura, cidadão italiano, por seus “esforços e contribuições pela busca de paz na Síria”.

Nomeado enviado especial em julho de 2014, Mistura continuou trabalhando com todas as partes envolvidas no conflito sírio em busca de paz duradoura, em linha com a resolução 2254 do Conselho de Segurança, que endossou uma estratégia liderada e criada pela Síria em direção à paz.

Embora seu período no cargo coincida com o período mais sangrento da crise, com lados conflitantes usando “cercos medievais”, bombas de barril, escudos humanos e atiradores de elite em áreas majoritariamente civis, Mistura continuou buscando que todos os lados do conflito aderissem ao plano de paz, pedindo que líderes mundiais usassem qualquer “janela de oportunidade” para acabar com a guerra.

A crise na Síria, que começou com protestos amplamente pacíficos contra o presidente Bashar al-Assad em março de 2011, já deixou mais de 400 mil mortos e deslocou cerca de 11,7 milhões de pessoas de suas casas, incluindo mais de 5,5 milhões que buscam refúgio em países vizinhos.

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