ONU chama pessoas a celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos em 2018. Frame do filme "A Declaração Universal dos Direitos Humanos". Imagem: ONU

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos em 2018. Frame do filme “A Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Imagem: ONU

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, convocou nesta semana (6) governos e cidadãos de todo o mundo a celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Indivíduos e instituições podem se envolver com as comemorações organizando eventos próprios ou participando de ações nas redes sociais. “Qualquer maneira de participar ativamente, dando a sua visão sobre os direitos, vai fazer a diferença”, disse a dirigente.

A partir do meio deste mês, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) promoverá eventos em todos os continentes para marcar o aniversário da declaração. Na América Latina, estão previstas atividades na Cidade do México, na Cidade do Panamá e em Santiago, no Chile.

Mas Bachelet quer que todos se engajam no debate, mesmo em cidades e países onde o ACNUDH não realizará alguma iniciativa específica. “Organize um evento você mesmo”, convocou a alta-comissária.

“Fazendo isso, podemos mostrar como a declaração universal é preciosa para pessoas em todo o mundo e mostrar a natureza universal dos valores que ela contém. Ela foi uma inspiração, uma sensação, em 1948, e ainda hoje é um documento inspirador e impressionante.”

A ex-presidente do Chile acrescentou que a preservação dos direitos humanos é “vital para cada um de nós — mulher, homem e criança”.

“Os direitos humanos são essenciais para a proteção e a dignidade de todos os nossos entes queridos, nossas famílias e amigos, nossos vizinhos e nossas comunidades. Para todos nós, quer vivamos no menor dos vilarejos ou na maior das cidades.”

Bachelet alertou ainda que a violação dos direitos de qualquer pessoa “fragiliza potencialmente os direitos de todos nós”.

“Por isso, peço com urgência que todos usem o 70º aniversário da declaração universal para refletir sobre o que os direitos significam e pensar em meios pelos quais nós possamos ativamente se manifestar pelos direitos e não apenas por nós mesmos, mas por todos.”

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