Homenagem à MPB, ‘Todas as Canções de Amor’ chega aos cinemas

"Todas as Canções de Amor" traz a história de Ana e Chico e Clarice e Daniel (Foto: Divulgação)
 


&quot;De tudo, ao meu amor serei atento antes e com tal zelo, e sempre, e tanto. Que mesmo em face do maior encanto, dele se encante mais meu pensamento&rdquo;. &Eacute; com o &ldquo;Soneto de Fidelidade&rdquo;, de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2016/07/9-poemas-que-vao-restaurar-sua-fe-na-humanidade.html">Vin&iacute;cius de Moraes</a>, narrado pela voz da cantora Maria Beth&acirc;nia, que o filme &ldquo;Todas as Can&ccedil;&otilde;es de Amor&rdquo; tem in&iacute;cio. O longa dirigido por Joana Mariani e produzido por Diana Maia conta duas hist&oacute;rias de amor separadas por 20 anos &ndash; mas com muita coisa em comum.


Ana (Marina Ruy Barbosa) e Chico (Bruno Gagliasso) s&atilde;o rec&eacute;m-casados e acabam de se mudar para um apartamento localizado no centro da cidade de S&atilde;o Paulo. Em meio &agrave; bagun&ccedil;a de caixas, pl&aacute;stico-bolha e poeira, a jovem acaba encontrando um toca fitas antigo. Dentro, apenas uma fita K7 com a etiqueta onde aparece escrita a frase que d&aacute; nome ao filme.


A grava&ccedil;&atilde;o re&uacute;ne diversas can&ccedil;&otilde;es escolhidas anos antes por Clarice (Luiza Mariani) e que marcam o fim de seu casamento com Daniel (Julio Andrade), um m&uacute;sico que parecia se importar mais com sua carreira do que com a vida pessoal. Sua esposa, por sua vez, afoga as m&aacute;goas entre bebidas e cigarros em um ciclo sem fim. A indiferen&ccedil;a do marido s&oacute; parece desaparecer de vez quando ele percebe que sua esposa realmente est&aacute; o deixando.


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Ao encontrar a fita, Ana cria uma certa obsess&atilde;o por entender o que estava acontecendo entre Clarice e Daniel e decide, ent&atilde;o, escrever a hist&oacute;ria do casal. Assim, os casais se unem atrav&eacute;s do tempo &ndash; e pelo apartamento -, mostrando, de maneira sens&iacute;vel, dois extremos da rela&ccedil;&atilde;o: o in&iacute;cio e o fim do amor.
A estreante nos cinemas, Marina Ruy Barbosa, faz par com Bruno Gagliasso (Foto: Divulgação)
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&ldquo;Todo o processo de constru&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria durou cerca de sete anos, o que foi fundamental para que ele tivesse o resultado que esperava&rdquo;, diz Joana Mariani. &ldquo;No come&ccedil;o eu estava vivendo o fim de uma rela&ccedil;&atilde;o e quando eu encontrava amigos em comum, era normal escutar a frase &lsquo;que pena que n&atilde;o deu certo&rsquo;. E eu pensava diferente, que tinha sim dado muito certo, apenas aconteceu que um ciclo se fechou.&rdquo;


A diretora ainda explica que o objetivo da hist&oacute;ria &eacute; falar de duas fases opostas de um ciclo, o in&iacute;cio e o fim, e de juntar estas duas hist&oacute;rias com m&uacute;sica, que &eacute; uma linguagem universal e sensorial. &ldquo;N&atilde;o queria que o filme se tornasse uma grande DR entre dois casais, e a m&uacute;sica era essencial para isso&rdquo;, ela explica.


O longa tamb&eacute;m marca a estreia da atriz Marina Ruy Barbosa nos cinemas. Apesar do rosto jovial, mostra talento para interpretar personagens mais maduros e complexos.&nbsp;


<strong>Um homenagem &agrave; MPB</strong>


O grande destaque da narrativa fica por conta das can&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o as grandes respons&aacute;veis por dar ritmo &agrave; hist&oacute;ria. Com dire&ccedil;&atilde;o musical de Maria Gad&uacute;, as cenas trazem uma mescla de homenagem &agrave; MPB e nostalgia musical. Prova disso &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o especial de Gilberto Gil, interpretando em cena a can&ccedil;&atilde;o &ldquo;Dr&atilde;o&rdquo;.
Gilberto Gil faz participação especial em "Todas as Canções de Amor" (Foto: Divulgação)
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Pode-se dizer que as m&uacute;sicas s&atilde;o uma esp&eacute;cie de &ldquo;quinta protagonista&rdquo; e, muitas vezes, roubam a cena, servindo apenas como fundo musical para que os personagens dancem sem parar ao som de seus versos.


Vale lembrar que a hist&oacute;ria se passa praticamente toda dentro do apartamento inspirado em uma unidade real do Edif&iacute;cio Eiffel &ndash; projetado por Oscar Niemeyer, em 1953, e um dos mais famosos da capital paulista. Em coletiva com o elenco, diretora e a produtora, no local, foi f&aacute;cil se impressionar com a vista skyline para o centro da cidade, que aparece constantemente no longa.


&quot;Todas as Can&ccedil;&otilde;es de Amor&quot; estreia em todos os cinemas nesta quinta-feira (8). Confira o trailer:
<em>*Editado por Thiago Tanji</em>


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