Grupo de 79 alunos sequestrado no noroeste de Camarões é libertado

Os 79 estudantes sequestrados na última segunda-feira (5) em uma escola presbiteriana em Nkwen, cidade da região noroeste de Camarões, foram libertados, segundo confirmaram nesta quarta-feira (7) fontes do Ministério de Comunicação.

No entanto, o diretor do centro educativo e pelo menos um professor continuam sendo mantidos como reféns, de acordo com meios de comunicação locais. Um motorista do colégio que também estava entre os funcionários sequestrados foi libertado junto com os estudantes.

Todos os alunos da Escola Presbiteriana de Nkwen mantidos como reféns têm entre 10 e 14 anos de idade. Segundo a Igreja Presbiteriana do país, os jovens foram abandonados por seus sequestradores em um dos seus prédios na cidade de Bafut, a 24 quilômetros de Bamenda, onde fica a escola. 

Trata-se da primeira vez que acontece um sequestro em massa em Camarões, ato que lembra o ocorrido na vizinha Nigéria em 2014, quando o grupo jihadista Boko Haram raptou mais de 200 meninas de um colégio em Chibok.

Em um vídeo de cerca de 5 minutos, 11 das crianças foram obrigadas a se identificar e indicam que foram sequestrados pelo “Amba Boys”, os separatistas anglófonos que reivindicam a criação do Estado independente de Ambazônia.

Líderes destes grupos separatistas – que operam nas regiões anglófonas do Noroeste e Sudoeste do país – negaram horas depois em comunicado serem os responsáveis pelo sequestro.

A denominada crise anglófona, que começou em 2016 com protestos pacíficos por um uso mais igualitário do inglês em tribunais e centros educativos, degenerou em grupos armados no final de 2017 após uma dura repressão do governo.

Desde a escalada do conflito, centenas de pessoas morreram e pelo menos 7.000 estudantes foram deslocadas como consequência dos ataques violentos e enfrentamentos entre as Forças Armadas e as milícias separatistas.

A libertação destes estudantes foi divulgada um dia depois que o presidente Paul Biya, de 85 anos e 36 no poder, tomou posse no Parlamento de Yaoundé para um sétimo mandato.

(Com EFE)

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