Governador eleito do RS defende a ‘essência’ social-democrata do PSDB

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defendeu a essência social democrata do PSDB, partido que tem a social democracia no nome. O tucano acha que o partido deve se atualizar, mas sem perder sua “essência”. Durante a campanha, candidatos do PSDB flertaram com bandeiras mais à direita, alinhadas a Jair Bolsonaro. O programa na Globonews foi ao ar na quinta-feira e será reprisado no fim de semana.

— Entendo que um partido não pode ser levado ao sabor dos ventos (…) Acho que ele deve entender o novo momento de relacionamento entre sociedade e política. E até se atualizar, se modernizar na sua forma de relação (…) melhorando seu processo de governança interno para que seja um partido menos de caciques e mais de uma base que se sinta efetivamente representada e que seja estimulada a participar da vida partidária. Acho que tem que melhorar isso tudo e até discutir a atualização do ponto de vista programático, mas sem perder a essência. A essência do PSDB como social democrata é correta. Eu entendo que ele deva assim permanecer. Se não, é perder a razão de existir de um partido político.

Leite, então, explicou que é preciso reconhecer o papel do mercado, e ter estabilidade fiscal, abrir espaço para o talento empreendedor do país.
— Mas tem que botar o governo a proteger também aquelas pessoas que mais precisam do governo. Somos um país com um abismo social gigantesco. Não dá para dizer que o mercado vai se encarregar de tudo, de que o mercado vai resolver todos os problemas. O estado tem um papel, sim, de promoção social e de proteção às pessoas de maior situação de vulnerabilidade. E não é vulnerabilidade apenas do ponto de vista econômico, é também de proteção a minorias e proteção de respeito à diversidade. Entendo que o PSDB, passado o processo eleitoral, precisa desenvolver uma intensa discussão interna, para que se reencontre com seu próprio programa e se atualize no relacionamento com a sociedade, mas que não pode perder sua essência.
Miriam Leitão, O Globo

Deixe uma resposta