“Dona-de-casa”, por Miranda Sá

“A humanidade precisa, antes de tudo, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão” (Ludwig von Mises)
Como colecionador de palavras, sei que a expressão dona-de-casa entrou em completo desuso. Quando é empregado, raramente, é depreciativo; mas quando eu era menino, pré-adolescente, a mulher que se investia desta designação era respeitada e tida como esperta em economia.
Faz muito tempo isto. Antes do Celso Furtado pôr em moda no Brasil a função de economista e, consequentemente, a multiplicação das faculdades para suprir a demanda… E os economistas, num curto período, superaram os bacharéis de Direito…
Economizar a renda familiar era uma das virtudes domésticas e a dona-de-casa sentia os efeitos da inflação e se prevenia contra ela, porque o aumento dos preços no mercado era sinal dos males que adviriam.
A História registra que a inflação submergiu o mundo na pior crise financeira de todos os tempos após o crash da Bolsa de Valores de Nova Iorque, quando ocorreu a desvalorização galopante das ações e do meio circulante.
Contava-se nos meus tempos de escola que foi tão vertiginosa a desvalorização do marco alemão e o consequente aumento do custo de vida, que os fabricantes da cerveja “Coroa” acharam que sairia mais barato usar notas de cem marcos como rótulos nas garrafas do que os imprimir.
Levando uma lanterna nas costas (como aconselha Buda para iluminar o que passou), devemos nos preocupar com a Economia, confiando no superministro Paulo Guedes, indicado por Jair Bolsonaro. Torcemos para as medidas que visam tirar o País do atoleiro enterrado pelo incompetente e corrupto Governo Dilma.
Pouco entendo de economia, apesar de ter cursado cinco semestres do curso na Escola de Economia da Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande; mas por enxerimento defendo a ideia de multiplicar o número de bancos no País, quebrando o oligopólio de seis bancos que controlam o sistema.
… E para clarear a miopia dos defensores da política econômica narcopopulista do PT, não custa lembrar que nunca, em tempo algum, os bancos lucraram tanto como nos governos lulopetistas.
Infelizmente, subsistem no chorume dos governos de Lula e Dilma, pessoas que defendem a filantropia criminosa à guisa de política social com o dinheiro arrancado do contribuinte, pessoas que negam a roubalheira na Petrobras e coonestam os empréstimos criminosos do BNDES no Exterior.
Vale a pena juntar à metáfora da dona-de-casa, a figura do pai austero, que mesmo distante assume a soberania para disciplinar os relacionamentos familiares e sociais. Por isso, aplaudimos a ida do juiz Sérgio Moro para o superministério da Justiça e Segurança Pública; Moro, com Paulo Guedes, serão os laterais que nas táticas modernas do futebol garantirão a defesa e o ataque do time das mudanças.
Com eles, vamos arrumar a Economia e combater a corrupção. Será a mudança de rumo na situação econômica caótica herdada do lulopetismo e para dar continuidade à Lava Jato e punir os quadrilheiros da corrupção.
Assim, devemos abrir a caixa preta do BNDES revelando se a corrupção adentrou na instituição; e não será preciso materializar o detetive Sherlock Holmes para investigar isto. Bastam os eficientes agentes da Polícia Federal e a simetria do pessoal do Ministério Público com os garotos de 25 anos, estudiosos, que passam em concurso para juízes federais…
O corrupto Lula da Silva que beneficiou com propinas das empreiteiras o PT, os hierarcas do partido e enriqueceu a si próprio e sua família, já foi condenado e preso; agora é pegar os demais, castigando-os como faria um bom pai; e assim amealharemos dinheiro para a feira, como faziam as donas-de-casa antigamente.

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