Conselho do Viva Voluntário reúne-se em Brasília para discutir evolução do projeto

Foto: Fabio Donato / PNUD.

Foto: Fabio Donato / PNUD.

Composto por 32 representantes da sociedade civil, de empresas privadas e de órgãos públicos, o conselho gestor do programa Viva Voluntário reuniu-se em Brasília (DF) na terça-feira (6) para discutir o desenvolvimento do programa. O encontro, realizado na Casa da ONU, abordou os quatro eixos temáticos do projeto: o prêmio Viva Voluntário, a plataforma nacional do voluntariado, o trabalho local em cinco cidades-piloto e o marco legal do voluntariado.

A chefe da assessoria especial da Casa Civil da Presidência da República, Martha Seiller, liderou a mesa de abertura do evento ao lado da coordenadora da Unidade de Paz e Governança do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Moema Freire. Além de cumprimentar os presentes pelas atividades em execução, Seiller falou sobre aspectos do programa que tiveram grande evolução ao longo de 2018 (como a primeira edição do prêmio Viva Voluntário) e seus desafios para o próximo ano.

Moema Freire falou sobre a importância do trabalho realizado nas cidades-piloto do projeto, que têm equipes locais do PNUD desde o início de setembro – são elas Porto Alegre (RS), Boa Vista (RR), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Brasília. “A atuação regional nos permite conhecer as realidades locais e entender como o projeto pode contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nas diferentes partes do país”, disse.

Resultados

Durante as atividades da manhã, a coordenadora do projeto, Pollyana Andrade Miguel, apresentou aos membros do conselho dados sobre a evolução do Viva Voluntário nos últimos meses. Foram abordados os projetos de voluntariado corporativo em negociação, parcerias, bem como dados relativos à primeira edição do prêmio que leva o nome do projeto, o qual teve 246 inscrições, sendo 117 delas de organizações da sociedade civil.

Pollyana Miguel abordou, ainda, resultados da plataforma Viva Voluntário, principal ferramenta da iniciativa, focada em conectar vagas de voluntariado com pessoas interessadas em doar seu tempo e conhecimentos para essas oportunidades.

Segundo ela, nos dois meses em que esteve no ar, a plataforma somou 794 inscritos. São Paulo é o estado que lidera o número de cadastrados, com 251 pessoas, seguido pelo Distrito Federal, com 122 e pelo Rio Grande do Sul, com 92 voluntários.

O Distrito Federal, por sua vez, lidera o ranking de ações cadastradas no site, com 68 vagas disponíveis atualmente. São Paulo e Porto Alegre têm pouco mais de 50 vagas à disposição dos interessados cada uma. Já os baianos têm 23 ações disponíveis na plataforma nacional.

Cidades-piloto

A atuação local do Viva Voluntário nas cinco regiões do Brasil tem oito componentes distintos, apresentados e discutidos pelos participantes da reunião. O primeiro deles é a realização de cerimônias de lançamento para colocar a iniciativa em contato com as principais instituições de cada área. Três das cinco cidades-piloto do projeto (São Paulo, Porto Alegre e Brasília) realizaram eventos de estreia na terceira semana de outubro e, em seguida, começaram a implementar o componente dois, que consiste na mobilização de organizações.

O evento do Viva Voluntário em Boa Vista, que marca o início da atuação na região Norte, aconteceu na quarta-feira (7). Já em Salvador, a cerimônia será em 13 de novembro.

Na segunda etapa do trabalho local, as coordenadoras regionais do projeto trabalharão no mapeamento e mobilização de organizações da sociedade civil.

Grupos de Trabalho

Durante a tarde, membros do conselho gestor discutiram possíveis melhorias para a execução do prêmio Viva Voluntário em 2019. Os representantes falaram sobre possíveis formas e categorias de premiação, analisaram um calendário de execução das atividades e a possibilidade de conceder menções honrosas aos voluntários que inscreverem as melhores práticas do projeto.

Além disso, foi apresentado aos presentes o marco legal do voluntariado, objeto de análise do Grupo de Trabalho 4, que discute possíveis melhorias na legislação referente ao trabalho voluntário no Brasil. O texto foi aberto para consulta pública de 2 a 29 de outubro e está em fase de finalização pelos envolvidos.

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