Cientistas encontram fóssil de crustáceo de 430 milhões de anos

Tipo de Ostracoda (Foto: Wikimedia/Anna33 )
 


Um grupo de cientistas das universidades de Leicester, Yale, Oxford e Londres encontraram o fóssil de um pequeno crustáceo nas rochas de 430 milhões de anos em Herefordshire, no Reino Unido.


Em <a href="http://dx.doi.org/10.1098/rsbl.2018.0464" target="_blank">estudo</a> publicado no peri&oacute;dico <i>Biology Letters</i>, os pesquisadores revelam que o trata-se de um animal da esp&eacute;cie ostracoda, que costuma ter entre 0,5 mil&iacute;metros a 20 mil&iacute;metros, que ganhou o nome de <em>Spiricopia aurita</em>. Acredita-se que o bicho tenha vivido nas &aacute;guas que cobriram parte do sul do Reino Unido durante o per&iacute;odo Siluriano.


Segundo os cientistas, &eacute; poss&iacute;vel que cinzas vulc&acirc;nicas tenham matado muitos dos animais do tipo, que foram fossilizados e preservados em duros n&oacute;dulos calc&aacute;rios. Este esp&eacute;cime em particular foi retirado de uma pedra com a ajuda de uma t&eacute;cnica de reconstru&ccedil;&atilde;o digital que reproduz um f&oacute;ssil virtual a partir de imagens adquiridas por meio das camadas da rocha.


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Um dos pontos altos da descoberta foi o fato de boa parte do corpo da criatura estar intacto, o que &eacute; raro nesse tipo de f&oacute;ssil.


Os restos do pequeno crust&aacute;ceo brit&acirc;nico incluem sua casca, pulm&otilde;es, olhos, tripas e guelras. Estas formam o sistema respirat&oacute;rio do ostracoda que, em vida, tinha canais que transmitiam flu&iacute;dos essenciais. De acordo com a pesquisa, o cora&ccedil;&atilde;o evoluiu em esp&eacute;cimes desse grupo de crust&aacute;ceos h&aacute; pelo menos 430 milh&otilde;es de anos.


&quot;Essa &eacute; uma descoberta empolgante e rara na qual as partes macias do animal est&atilde;o t&atilde;o bem preservadas quanto sua casca. Em quase todos os casos as estruturas mais carnudas n&atilde;o chegam a ficar fossilizadas&quot;, afirmou o professor David Siveter, da Escola de Geografia, Geologia e Meio Ambiente da Universidade de Leicester, em <a href="https://phys.org/news/2018-11-tiny-ancient-fossil-evidence-life.html" target="_blank">an&uacute;ncio</a>. &quot;Isso abre uma janela tentadora da paleobiologia do animal e ao conhecimento dos importantes sistemas e atividades metab&oacute;licas desse grupo de f&oacute;sseis e artr&oacute;podes vivos.&quot;


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