Astrônomos detectam uma das estrelas mais antigas do Universo

As estrelas mais antigas do Universo têm em torno de 13.5 bilhões de anos (Foto: Reprodução European Southern Observatory (ESO))
 


Uma equipe de astrônomos do European Southern Observatory (ESO) descobriu uma das estrelas mais antigas do Universo já observada por cientistas. Localizada na Via Láctea, região do Cosmo onde está o nosso Sistema Solar, a chamada 2MASSJ18082002-5104378 B tem idade de 13,5 bilhões de anos.


Apesar do nome complicado, o achado faz parte de uma grande descoberta. “O que nós encontramos é extremamente importante, porque pela primeira vez conseguimos mostrar uma evidência concreta da existência das mais antigas estrelas do Universo e provamos que elas conseguiram sobreviver mesmo com o passar dos anos, sem se destruírem”, disse Andrew Casey, coautor do estudo.


Os astrônomos explicam que só foi possível precisar a idade da estrela graças a um achado crucial: os componentes metálicos. No Universo primitivo, não havia metais. Eles eram forjados nos corações das primeiras gerações de estrelas, que os lançaram ao espaço. Esse material foi então misturado na formação de novas estrelas, com cada geração subsequente ficando mais rica em metais. Ou seja, quanto mais jovem a estrela, maior o teor de metal.


A 2MASSJ18082002-5104378 B tem em sua composi&ccedil;&atilde;o baix&iacute;ssimos n&iacute;veis de metal. Esse &eacute; o primeiro complexo de estrelas encontradas que apresentam a menor quantidade desse componente. &ldquo;N&oacute;s nunca encontramos uma estrela sequer feita com t&atilde;o poucas gramas de metal&rdquo;, contou ao portal <em>Science Alert</em>, o astrof&iacute;sico Andrew Casey of Monash da Universidade da Austr&aacute;lia.


Casey reitera que a descoberta pode trazer um novo ponto de vista sobre a forma&ccedil;&atilde;o de estrelas no Universo, contrariando o que se acreditava at&eacute; o presente momento. &ldquo;Essas estrelas antigas podem se formar a partir de quantidades muito pequenas de material, o que significa que algumas dessas rel&iacute;quias, surgidas logo ap&oacute;s o Big Bag, perduram at&eacute; hoje.&rdquo;<br />
Mas o anonimato at&eacute; ent&atilde;o tem um motivo: por ser incrivelmente pequena, a 2MASSJ18082002-5104378 B conseguiu passar despercebida durante todo esse tempo.&nbsp;


Estudiosos acreditam que estrelas menos densas tenham a capacidade de viver por bilh&otilde;es de anos. &ldquo;Estrelas massivas vivem r&aacute;pido e morrem jovens, mas as menores e menos densas conseguem sobreviver facilmente a 13 bilh&otilde;es de anos&rdquo;, afirmou Casey.


Existem algumas outras estrelas antigas vagando pela Via L&aacute;ctea, como o gigante vermelho HE 1523-0901, no halo gal&aacute;ctico, ou a misteriosa Methuselah Star, cuja a idade foi calculada em supostos 14,5 bilh&otilde;es de anos &ndash; o que contradiz a idade do Universo.


Mas em termos de tamanho pequeno e baixo n&iacute;vel de metal, a 2MASSJ18082002-5104378 B supera todas elas. Sua composi&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais pr&oacute;xima do material que se espalhou pelo Universo ap&oacute;s o Big Bang.


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