5 redes sociais das antigas para matar as saudades (ou conhecer)

MSN Messenger chegou a ter 323 milhões de usuários no Brasil (Foto: Reprodução/Microsoft)
 


Nada de smartphones, conexão banda larga e milhares de aplicativos: se você viveu nos tempos de internet discada, certamente se lembra de como era esse universo dominado principalmente pelo mIRC, Orkut, MSN messenger, ICQ e Fotolog. Fossem por meio de fotos, textos ou mesmo para encontros amorosos, essas redes eram outras formas de conectar as pesssoas – e que podem parecer vintage para os mais jovens ou nostálgico para os mais velhos. Mas afinal, o que eram e o que aconteceu com eles? Será que algum ainda sobrevive? Veja a seguir: 


<strong>mIRC</strong><br />
O mIRC era um Internet Relay Chats (IRC) para Windows, uma esp&eacute;cie de conglomerado de salas de bate papos. Criado em 1995, foi baixado mais de 40 milh&otilde;es de vezes e, em 2003, foi considerado um dos softwares mais populares da internet pelo Instituto Nielsen. N&atilde;o havia imagens, GIFs saltitantes e muito menos filtros: era tudo na base de nicknames e caracteres escritos. Com o surgimento de mensageiros instant&acirc;neos como MSN e ICQ, o mIRC perdeu a popularidade, mas n&atilde;o morreu. Na comunidade de software livre e desenvolvedores, ele ainda &eacute; usado.


<strong>ICQ</strong>&nbsp;<br />
Em 1996, o ICQ revolucionou o conceito de mensagens instant&acirc;neas online e chegou a ter mais de 100 milhoes de usuarios registrados. Criado por israelenses, o nome deriva da frase em ingl&ecirc;s &quot;I Seek You&quot; (eu procuro voc&ecirc;). Ele existe at&eacute; hoje e tem at&eacute; uma <a href="https://icq.com/" target="_blank">vers&atilde;o para aplicativo de celular</a>, mas com bem menos usu&aacute;rios ativos mensais, cerca de 11 milh&otilde;es.


<em>Leia tamb&eacute;m:&nbsp;</em><br />
<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/11/7-perfis-no-instagram-para-seguir-se-voce-ama-ciencia.html" target="_blank">+&nbsp;7 perfis no Instagram para seguir se voc&ecirc; ama ci&ecirc;ncia</a><br />
<a href="https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2018/03/memorias-da-internet-correm-o-risco-de-se-perderem-com-o-tempo.html" target="_blank">+&nbsp;&quot;Mem&oacute;rias&quot; da internet correm o risco de se perderem com o tempo</a>


<strong>MSN Messenger</strong><br />
Criado em 1999 pela Microsoft, tamb&eacute;m era uma programa de troca de mensagens instant&acirc;neas, como o ICQ. No Brasil, por&eacute;m, teve muito mais adeptos que o ICQ, e chegou a ter 323 milh&otilde;es de usu&aacute;rios. Permitia o compartilhamento de arquivos e at&eacute; chamadas em v&iacute;deo (as conex&otilde;es come&ccedil;aram a melhorar e a banda larga a se popularizar). Em 2012, foi anunciado que ele seria substitu&iacute;do pelo Skype, comprado pela Microsoft. No ano seguinte, foi desativado para sempre.


<strong>Orkut</strong>
Home do Orkut é clássica (Foto: Reprodução/Orkut)
&nbsp;


Nenhum pa&iacute;s foi t&atilde;o f&atilde; da rede social quanto o Brasil: entre 2007 e 2009, o pa&iacute;s teve o maior n&uacute;mero de usu&aacute;rios cadastrados, 40 milh&otilde;es. Criado por Orkut B&uuml;y&uuml;kk&ouml;kten, engenheiro turco da Google, era uma esp&eacute;cie de Facebook, mas com funcionalidades que davam o que falar entre os brasileiros. Al&eacute;m da troca de mensagens b&aacute;sicas (chamadas scraps), era poss&iacute;vel deixar depoimentos personalizados e permanentes na timeline dos amigos, votar no qu&atilde;o legal/ confi&aacute;vel/ sexy eles eram. Tamb&eacute;m dava para participar de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2016/06/relembre-algumas-das-melhores-comunidades-do-orkut.html" target="_blank">comunidades que eram pura zoeira</a>, como a &quot;An&atilde;o vestido de palha&ccedil;o mata 8&quot;, na qual pessoas compartilhavam manchetes que, segundo a descri&ccedil;&atilde;o, &ldquo;por si s&oacute; j&aacute; valem mais do que a not&iacute;cia toda&rdquo;. Em 2014, a Google anunciou que fecharia a rede social para sempre. Passado o luto, B&uuml;y&uuml;kk&ouml;kten criou uma nova rede em 2016, a <a href="http://www.orkut.com/index.html" target="_blank">hello</a>, que s&oacute; funciona em aplicativos para smartphones e tem um objetivo fofo: espalhar o amor.&nbsp;


<strong>Fotolog</strong>&nbsp;<br />
Muito antes do Instagram, os internautas compartilhavam suas fotos em outra plataforma, o Fotolog. Criado em 2002, chegou a ter mais de tr&ecirc;s bilh&otilde;es de visualiza&ccedil;&otilde;es e mais de 20 milh&otilde;es de visitantes &uacute;nicos por dia. Na vers&atilde;o gratuita, limita os usu&aacute;rios a fazer o upload de somente uma imagem por dia e permitia somente 20 coment&aacute;rios em cada uma, o que de certa forma tornava tudo bem divertido &ndash; e, ali&aacute;s, &eacute; a estrat&eacute;gia da rede atualmente, que <a href="https://fotolog.com/" target="_blank">ainda existe</a> e tem cerca de dois milh&otilde;es de usu&aacute;rios. &quot;Advogamos por uma forma saud&aacute;vel e com significado de usar as redes sociais, estimulando conex&otilde;es reais entre as pessoas em vez de conex&otilde;es geradas por algoritmos&quot;, diz a nova descri&ccedil;&atilde;o do site. &quot;N&oacute;s estabelecemos uma regra b&aacute;sica para todos &ndash; um post por dia, sim, s&oacute; um post. Considere um experimento.&quot;


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